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quarta-feira, 1 de março de 2023

Homeschool - Metodologia na prática

Depois de anos discutindo sobre a educação pública, propondo diversas metodologias e processos que poderiam ser aplicados para contribuir na evolução do ensino, tenho a oportunidade de implementar meus conceitos de forma prática, fazendo uso de um modelo educacional que vem crescendo muito nos últimos anos, o homeschooling.

Fonte: homeschoolacademy.com

O conceito moderno de homeschooling tem suas origens na década de 70, através de um movimento social liderado pelo professor e autor John Holt, chamado Growing Without School (Crescendo Sem Escola).

Em seu modelo, Holt defendia um processo de desescolarização, pois acreditava que o padrão existente na época (praticamente o mesmo que temos hoje) não atendia às necessidades das crianças e poderia até trazer diversos problemas na formação do indivíduo. John Holt inspirou-se nas teorias de Raymond Moore, que defendia a ideia de adiar a escolarização das crianças até um momento em que elas já tivessem desenvolvido o pensamento crítico. Raymond e sua esposa trabalharam arduamente para desenvolver leis que pudessem defender os direitos dos pais de terem a liberdade de educar seus filhos como quisessem, um legado que perdura até os dias de hoje nos Estados Unidos.

O Brasil tem enfrentado uma grande luta em relação a esta questão, e tem recebido muita atenção da mídia nos últimos anos. A prática ainda não está regulamentada e ainda deve demorar muito até que seja finalmente oficializada no país.

Uma ressalva da minha parte - não acredito que a educação domiciliar seja a solução ideal para todos, tendo em vista diversos fatores socio-economicos existentes no país, mas acredito na liberdade de escolha das famílias quanto a essa decisão. Dar a qualquer governo o direito de como nossas crianças são educadas é algo que não vejo como ideal.

Atualmente moro nos Estados Unidos, onde essa prática é regulamentada, então tenho o direito de optar por fazê-lo ou não. Como eu e minha esposa somos plenamente capazes de preparar uma criança educacionalmente, decidimos educar nossa filha Valentina, de 11 anos, em casa, pois ela não se sentia bem no ambiente escolar já faz algum tempo. 

Entretanto, temos outro filho, Pedro, de 13 anos, que prefere continuar estudando no ambiente escolar, pois sua afinidade com os colegas o mantém motivado a permanecer na atual escola.

Um ponto importante é que não tomamos a decisão da noite para o dia, e que estivemos avaliando bem o caso da nossa filha. Fatores como mobilidade, necessidades especificas da criança e problemas sociais nos auxiliaram nessa tomada de decisão. 

Sendo assim, aconselho a todos os pais que queiram seguir esse caminho que sejam cautelosos e busquem um bom entendimento sobre o assunto. Um ambiente familiar estruturado é fundamental para esta prática, uma vez que essa será a base para seus ensinamentos.

Durante esta nossa jornada com o homeschool, tentarei postar neste blog um pouco dos processos utilizados, bem como o avanço da Valentina. Iniciamos os nossos trabalhos no começo de Fevereiro deste ano e acredito que em breve já conseguirei ter algo interessante pra compartilhar aqui.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Pequenos atos, grandes resultados

Porque a educação pública brasileira não evolui? Porque seguimos vendo um modelo educacional que segue não dando resultados significativos à sociedade e que grande parte dos brasileiros vê com péssimos olhos e onde jamais desejariam colocar seus filhos?

Bom, primeiro, acredito que precisamos quebrar todas essas questões em tópicos mais específicos (objetivos), organizando tudo pra termos uma visão mais clara do tema principal.

Percepção e realidade

A primeira questão que devemos analisar e discutir é: qual é a real situação do ensino público brasileiro? Será que temos a noção exata do estado atual da escola (de forma geral)? Vamos observar de forma fria os números apontados pelos institutos que podem nos fornecer algum parecer mais ou menos confiável:

Matrículas
Fonte: Site Inep (http://inep.gov.br)

Entre os anos de 2014 e 2018, tivemos uma redução de 1.3 milhão de matrículas - este dado é referente à educação básica. O dado é do Censo Escolar, divulgado pelo Inep (31 de janeiro de 2019). O peso desse número e o significado disso para a sociedade precisa levar em consideração diversos fatores: crescimento populacional, número de vagas disponíveis x demanda, etc.

"No caso da educação infantil, as matrículas cresceram 11,1% na comparação com 2014. Em 2018, foram 8,7 milhões de registros, enquanto, em 2014, eram 5,3 milhões. Esse crescimento foi decorrente principalmente do aumento das matrículas da creche". Veja que nesse ponto há um indício de melhora na situação das matrículas no que diz respeito à educação infantil. Então, se não analisamos a questão como um todo, poderemos chegar a uma conclusão incorreta ou parcial sobre o assunto.

Mas vale lembrar que apenas aumentar o número de alunos matriculados nas escolas não torna nossa nação mais evoluida em termos educacionais, apenas nos passa uma impressão de melhora, o que pode ser uma realidade totalmente distorcida.

Rendimento Escolar
Fonte: Site Inep (http://inep.gov.br)

A taxa de aprovação sempre foi muito discutida e controversa, tendo em vista as propostas de aprovação automática, progressão continuada, o real aprendizado dos aprovados, entre outros pontos.

Seguindo o portal Qedu - No Brasil, 8 de cada 10 alunos concluintes do ensino fundamental não aprenderam o adequado em Matemática. Para obter esse número foi utilizado o indicador chamado Ideb.

O Ideb é calculado com base no aprendizado dos alunos em português e matemática (Prova Brasil) e no fluxo escolar (taxa de aprovação).

Para obter dados relativos ao rendimento escolar foi criada a Prova Brasil. A Prova Brasil é uma avaliação censitária das escolas públicas das redes municipais, estaduais e federal, com o objetivo de avaliar a qualidade do ensino.

Se tomarmos por base apenas os números apresentados acima, veremos que a realidade se aproxima em muito da percepção que todos temos sobre o cenário atual do nosso ensino público.

De certa forma, notamos o resultado do ensino e da educação pública de forma direta em nossa sociedade, pois vemos mais e mais um cotidiano de desprezo à escolarização, esvaziamento do valor dos professores, devalorização do estudo de forma geral.

Existem muitos vetores influenciando neste sentido, mas acredito que um dos principais deles é a nítida percepção de que o modelo atual está em decadência e de que o mesmo não atende mais as necessidades da sociedade moderna.

Evolução do ensino público

Usando apenas esses dois indicadores: Matrículas (quantitativo) e Rendimento (qualitativo) podemos classificar de forma clara a situação do ensino público: crítica.

É muito triste pensar que a realidade não fortalece nossas esperanças em relação ao futuro dos milhões de brasileiros hoje matriculados em escolas públicas. E pior, não conseguir enxergar em curto ou médio prazo, planos claros para corrigir estas ferramentas extremamente importantes para a sociedade que são a educação e o espaço de ensino público.

Em termos de evolução tenho claro que estamos longe de alcançar as metas ideias, não as metas traçadas por diversos governos brasileiros, mas as metas que realmente fazem sentido para a educação de um país sério e que deseja dar significância aos seus cidadãos.

Eu acredito que é fundamental pensarmos em metas não apenas realistas, mas metas otimistas e de superação, já que realismo pode nos levar ao conformismo e isso para a educação é altamente prejudicial.

Atitude

O que fazer então se todas as perspectivas nos fazem desacreditar do futuro do ensino público no Brasil? Seria o momento de jogar a toalha? Esperar que o próximo governo faça algo? Que alguém surga como um salvador com uma solução pronta?

Eu acredito que esse tipo de pensamento não combina com os brasileiros. Precisamos de uma atitude positiva, revolucionária até! Apesar dos dados demonstrarem uma situação de UTI, acredito que o grande diferencial que temos é de que sempre nos superamos em todos os momentos históricos de nosso país. Olho para nosso passado e vejo quanta coisa boa foi feita mesmo com recursos muito mais escassos e uma realidade bem pior. Temos que tomar a iniciativa e fazermos a diferença.

Ao iniciar este artigo queria fazer uma análise sobre a evolução histórica da educação pública brasileira desde que iniciei este blog - há mais de 7 anos - e das transformações ocorridas neste período. Muito foi feito, tantas inovações, desafios vencidos, uma nova geração começa a se formar e entrando na fase adulta irá comport a massa crítica da sociedade, apresentando sua visão de mundo a partir de sua própria experiência levar propostas que possam mudar pra melhor o seu entorno. 

Acima de tudo, precisamos de uma nova atitude. De atitude. Agir, fazer, não o outro, mas o eu, o nós, pois sozinhos não construímos nada. Mas tem que começar dentro de cada um de nós. Primeiro, acreditando que é possível, que vale a pena. Depois, dividindo o "monstro" em pequenos pedaços e traçando estratégicas individuais para cada um dos problemas.

Por exemplo, você pode considerar que o grande problema da educação pública é a falta de professores. Comece se questionando se realmente essa é a causa ou o efeito da crise educacional. Será que faltar professor não é resultado da desvalorização da profissão com salários ruins, más condições de trabalho, etc. Será que colocando mais professores na "praça", vamos alcançar uma melhora no quadro atual? Pode ser que sim, mas pode ser que não ... apenas reflita. Se finalmente, você chegar a conclusão de que sim, esse é um problema a ser corrigido, o que fazer? O que você pode fazer? Defina suas metas e execute-a!

Talvez seja melhor você começar por pontos mais simples e próximos à sua realidade ou cotidiano. Se você é pai de um aluno estudante de escola pública, deve investir um tempo para agir dentro da comunidade estudantil, não apenas em uma ou outra reunião de pais e mestres para receber o boletim dos filhos (nossa, nem sei se isso ainda funciona assim 😜), mas atuando de forma a levar propostas e sugestões que contruibuam no dia a dia do seu filho e dos demais estudantes. Se for um professor, buscando diferentes técnicas de ensino, materiais e conteúdos complementares, buscando uma nova postura, não apenas visando atender ao que lhe foi imposto, mas pensando em trazer real valor no que está fazendo.

Este blog é focado em criar idéias e apresentar soluções para a criação de um futuro melhor para que os estudantes de escolas públicas brasileiras possam continuar acreditando que é possível ir muito além do que o que se vende no noticiário. Eu continuo acreditando que é possível ir muito mais além, continuo tendo fé de que as pessoas vão despertar de seu comodismo, investir um pouco a mais de tempo para discutir, preparar e apresentar propostas que trarão a esperada melhora que todos queremos para o Brasil. Se mantivermos o foco, se aclararmos nossas mentes, fugindo das discussões triviais e ideológicas que sempre  permeiam questões públicas, poderemos sim criar uma ferramenta de reconstrução e transformação do nosso país.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Só a educação liberta!

Fonte: http://wellingtoncollege.edublogs.org/
Ao passar dos anos, tenho percebido cada vez mais a importância do ensino como agente transformador da sociedade e de forma geral da realidade em que vivemos.

Sou apaixonado por conhecimento. Quero aprender cada vez mais sobre tudo, desde a história humana, sobre como chegamos até aqui, o que fizemos durante o percurso do Homem sobre a Terra, como era o mundo e como ele é atualmente depois da nossa interferência, gosto de entender a política, a economia, os aspectos ambientais, o cotidiano, os esportes, as ciências médicas, etc. São tantos assuntos interessantes, que fica até difícil de focar em apenas uma coisa... e talvez nem tenha que ser assim.

Entretanto, vejo tantos problemas no modelo de educação atual, a forma como a mesma se relaciona com a realidade dos estudantes, como ela conflita com o modelo mental das pessoas nascidas nessa nova era e isso me leva a questionar o poder que hoje a escola possui sobre o futuro dessa geração.

Será que a escola nos dias atuais contribui para a formação intelectual e social dos estudantes? Será que ela prejudica? Será ela adequada na construção dos conceitos necessários para os futuros responsáveis por girar a roda do mundo?

São diversos questionamentos que ainda vejo em aberto e complexos de se responder com certeza. De certa forma, a escola é uma instituição (e falo de forma generalista, envolvendo tanto ensino público como privado). Ela sendo uma instituição e carregando diversos preceitos, conceitos e formato herdados das suas versões anteriores, podemos considerá-la como uma grande corporação, os chamados dinossauros... pesados, lentos e se me perdoam a expressão: ultrapassados.

Claro que vemos hoje diversas iniciativas dentro do ambiente escolar buscando renovar seus métodos e conteúdos, mas mesmo estas iniciativas chegam em geral de forma tardia. O que ocorre em geral é a aplicação de novas tecnologias em sala de aula, mas com o viés de simplificar o uso de recursos antigos: seja a aplicação de provas via dispositivos móveis, projetores que apenas reproduzem mídias frias e sem sabor. Uma educação ancestral.

"Conhecerás a verdade e ela vos libertará" (João 8:32). Essa frase para mim se traduz no entendimento de como o poder transformador da educação, através do conhecimento da verdade, pode nos livrar das amarras de uma vida limitante e nos permite chegar ao nível de libertação psicológica, social e econômica. A capacidade que nós temos de aprender e acima de tudo de questionar o que sabemos é um dos maiores dons que temos em nossa vida. Devemos levar em nós esse espírito de querer sempre aprender mais e mais, uma avidez pelo conhecimento e todos os seus benefícios que nos serão acrescentados - "A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento." (Provérbios 4:7)

Algumas pessoas acham difícil ou mesmo chato estudar. Mas se pararmos pra pensar, estamos sempre aprendendo de alguma forma, seja um novo jogo, uma nova receita, como usar um novo "gadget", etc. Só temos que entender o sentido daquele aprendizado em nossas vidas e achar um ponto que nos interesse, até que isso se torne prazeroso e divertido. 

Tudo bem, você deve estar pensando: "Como vou achar divertido e prazeroso estudar química, sendo que detesto essas coisas? Pra que vou aprender isso ou onde usar?". É exatamente isso que estou dizendo, você precisa primeiro se convencer da importância da química na sua vida para poder gostar de aprender. Precisa visualizar o assunto e/ou conteúdo em seu dia a dia para que ele possa trazer o valor necessário.

O fato é que aprender é inerente ao ser humano e faz parte da nossa busca interior, o que aprendemos ou queremos aprender vai depender dos nossos interesses, muito mais do que pela clara necessidade - afinal, posso viver sem saber química e ser feliz assim mesmo :). Mas a percepção sobre o valor do aprender deve ser descoberta e despertada em cada um de nós e mais do que isso, devemos considerar que muitas vezes nosso cotidiano e nossas limitações culturais nos impedem de ver além das coisas básicas e da necessidade do dia a dia - conhecimentos pra sobreviver em nosso mundinho geralmente dominam nossa mente. Quando conseguimos elevar nossos anseios, sonhar alto, ir além do clássico "feijão com arroz", então estaremos a um passo de conquistar esse desejo.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Projeto Lumiar - Fundação Ralston-Semler

Depois de uma conversa muito interessante com um colega da minha empresa, fiquei sabendo de um tal empresário que havia sido premiado por sua forma inovadora de gestão. Aos 25 anos, contrariando os padrões da época (anos 80), iniciou em sua empresa uma gestão democrática... legal, mas o que isso tem a ver com educação?!

Bom, meu colega continuou o assunto e disse que esse tal empresário também iniciou um projeto voltado a educação, com um modelo parecido ao que aplicava ao gerir seus negócios.

Depois de pesquisar, encontrei o site do Projeto Lumiar, desenvolvido pela Fundação Ralston-Semler. Seu fundador, Ricardo Semler, é o tal empresário que citei a pouco.

Fiquei muito feliz ao saber que a idéia do projeto dele é fundamentalmente focada no ensino público brasileiro, e que inclusive, tem muitos traços parecidos com a minha visão para o Ensino Social.

Sugiro que você conheça mais sobre o Projeto Lumiar e se possível divulgue para que o projeto cresça e mais pessoas possam ser atingidas por ele.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Golden Circle (Cículo Dourado) - Como aprender?

Sou muito interessado em idéias de empreendedorismo, pois não consigo ver aprendizado maior do que viver aquilo que estudamos... Isso nos dá o propósito para aprendermos cada vez mais o mundo ao nosso redor. Se unirmos isso com assuntos que temos mais predileção, o que na linguagem terráquea significa: "fazer o que se gosta" - então, muito provavelmente, alcançaremos resultados valiosos em nossos estudos.

Mas qual a relação disso com o título: Golden Circle?

Não sei se você conhece este conceito, que hoje é muito utilizado por empreendedores para a criação de novos projetos, produtos, serviços, etc. O princípio fundamental é encontrar sentido no que se faz, antes de procurar encaixar uma idéia dentro do contexto mercadológico como lucratividade, escalabilidade, etc. Ou seja, ao invés de tentarmos fazer algo focado em seu potencial financeiro, devemos focar em algo que tenha um fundamento, um porquê de sua existência.

A pergunta fundamental a se fazer é: Porque? Qual sua real motivação? O que te faz querer aprender mais? Porque você precisa conhecer mais?

Esse tipo de questionamento nos leva a refletir melhor sobre o significado e a significância das coisas que fazemos em nosso dia a dia (não apenas centrado no estudo). Claro que esse é um tipo de pensamento que não é fácil de se ter, já que exige uma profundidade maior de auto conhecimento e de crítica em relação à si próprio. Sendo assim, esse tipo de visão não pode ser considerada no caso de crianças que ainda necessitam da orientação de pais e mestres para guiá-los até um caminho de conhecimento e saber, para somente quando chegar a sua maturidade psico-sociológica, poder desfrutar desse entendimento revelador/libertador.

Quando jovem eu sempre me questionava a respeito da real motivação dos estudos e muitas vezes me deparava com a visão de que: "algumas matérias não faziam sentido para mim e/ou para aquilo que eu desejava ser" (pelo menos naquele momento). Porém, um pouco mais a frente, percebi que o estudo me permitia ver o mundo de diferentes ângulos, sejam eles de uma visão mais mecanicista e exata, como a matemática, física e química, ou mais humanas como a geopolítica, filosofia, história, etc. Ambos os sentidos me levavam a um novo patamar, e que a partir dai pude desfrutar de novos questionamentos... aliás, o que é a vida senão uma sessão infinita de dúvidas (muitas vezes sem uma resposta).

É interessante perceber que as influências ao meu redor, que viriam a me motivar a gostar realmente de estudar, assim como gosto hoje, não foram diretas, nem impostas, seja pela família, escola, etc. Eu percebi essa necessidade e esse desejo de melhorar e de conquistar cada vez mais conhecimento, para me autoafirmar, me valorizar como ser humano. Tenho um lema: dessa vida só levamos nosso conhecimento. Acredito na vida eterna, no Céu, e acredito que lá seremos aquilo que construímos aqui. Esse é um dos pilares da minha motivação de conhecer cada vez mais. Talvez cada um deva encontrar o seu sentido para estudar, para se inspirar a saber cada dia mais. Pode ser para impressionar alguém, para se sentir melhor em seu meio social, para ganhar bem no emprego, ou conquistar algum cargo acadêmico.... sei lá. O importante é não desistir de procurar o seu WHY!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O que a escola deveria aprender antes de ensinar

É lindo ver que temos pessoas com uma visão crítica e tão profunda sobre a problemática do ensino, não apenas o público, mas numa visão mais ampla e complexa.

No vídeo, Viviane Mosé,  poetisa, filósofa, psicóloga, psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas, faz um discurso e análise sobre as questões fundamentais do ensino e sobre a escola.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A educação nos dias da tecnologia


Versão legendada em português de um vídeo no qual CEO de diversas empresas falam das exigências atuais postas à escola, na tarefa de formar cidadãos no Século XXI. A necessidade de incorporar as tecnologias digitais é destacada.


Como as redes sociais podem contribuir com a educação do século XXI? No vídeo, quem fala sobre o assunto é Américo Amorim, presidente da Daccord, empresa especializada em plataformas educacionais que desenvolveu o game Saiba Mais Enem. A apresentação aconteceu durante a terceira edição da Série de Diálogos O Futuro se Aprende sobre Tecnologias na Educação, que aconteceu no dia 10 de setembro de 2012. O encontro foi promovido por Inspirare, Porvir e Fundação Telefônica e reuniu cerca de 60 representantes de diversos setores da sociedade para discutir as oportunidades e desafios do uso da tecnologia na educação.


A tecnologia é algo que faz parte da realidade do homem. Através dela nós chegamos onde chegamos. Devemos saber extrair o melhor de toda essa tecnologia, toda essa realidade de socialização, compartilhamento e acesso a informação que a Internet e os mecanismos tecnológicos nos proporcionam.

Pensem nisso!

Redes Sociais para Educação

Edmodohttps://www.edmodo.com/?language=pt-br
Triahttp://www.redetria.com.br

terça-feira, 25 de junho de 2013

Música + Artes + Aprendizado


Traduzi um texto muito interessante (ou tentei traduzir) do Washington Post, que fala sobre estudos atuais sobre a influência da música no aprendizado da leitura e de certa forma na matemática. Trata de três assuntos que gosto demais: música, artes e educação. Então não podia deixar passar, e creio que muitos educadores poderão usar isso como ferramenta em suas aulas. Segue abaixo:

Por anos, educadores de artes tentam dizer aos reformadores escolares, obcecados com leitura e matemática, que as artes podem ensinar habilidades valiosas e que estas criam formas de pensar que muito úteis os acadêmicos. 
O cientista cognitivo, Daniel Willingham, escreveu um estudo que mostra a relação entre a formação musical e a leitura. Willingham é professor e diretor de estudos de pós-graduação em psicologia da Universidade de Virgínia e autor do livro "Por que os alunos não gostam da escola?" Seu livro mais recente é "Quando você pode confiar em Experts? Como dizer boa ciência ou má na educação." (“When Can You Trust The Experts? How to tell good science from bad in education.”) O texto está em seu blog de Ciência e Educação.
Por Daniel Willingham
Por vezes, ouvimos sobre a inclusão da música no currículo acadêmico, justificada pela alegação de que ela melhora na matemática ou a leitura.
Eu nunca me importei com esta justificativa, porque acho que os alunos devem estudar música para seu próprio bem, independente se esta estimula ou não outras habilidades. E me parece um argumento arriscado, pois se houver um artigo que diga que a música não ajuda em outro trabalho acadêmico, significa que ela deveria ser desprezada?
Definindo isso como argumento, certamente traz grande interesse do ponto de vista cognitivo, saber se o treinamento musical tem um impacto sobre a leitura ou na matemática. Há um bom número de estudos correlacionais que mostram um efeito positivo, mas poucos dados experimentais.
Agora, um novo estudo experimental (Rautenberg, no prelo), mostra que a formação musical tem algum efeito positivo para a leitura.

Neste estudo participaram 159 alunos alemães do primeiro ano do ensino fundamental (first grader). A formação musical durou oito meses e focou em três áreas: treinamento de habilidades rítmicas, tonais / treinamento de habilidades melódica e discriminação auditiva de timbre e intensidade do som. Havia dois grupos de controle: um recebeu nenhum treinamento. O outro era um controle ativo recebendo treinamento em artes.

Os resultados foram bastante robustos, como apresenta o gráfico de precisão de leitura de palavras únicas no início e no final do exercício.


O que está por trás deste benefício? A linguagem tem um aspecto musical atrelado a ela, conhecido como prosódia. E, de fato, a capacidade das crianças apreciarem o aspecto rítmico da fala está relacionada com a facilidade com que elas aprendem a ler, mesmo quando se controla a consciência fonêmica. Em alemão (e, em Inglês), algumas combinações de letras apresentam similaridades em certos padrões de estresse, para que haja um sinal na língua escrita que as crianças possam aprender. A idéia é que as crianças são menos propensas em aprender a associação de determinados padrões de letras escritas e os seus ritmos correspondentes no discurso se elas não percebem muito bem os ritmos da fala.

Esse é o argumento. Análises mais refinadas dos dados apoiam parcialmente isto.

O argumento importante é o que prevê ritmo e não tonalidade, e os dados mostram correlações significativas de leitura com capacidade no primeiro, mas não no segundo.

O argumento prevê ainda que a formação deve reduzir um determinado tipo de erro: aquele em que uma criança lê os sons fonéticos corretamente, mas se estiver em ritmo errado, ela segmentará a palavra em sílabas de maneira incorreta, ou acentuará a sílaba errada. Essas resoluções não foram previstas.

Em suma, este estudo parece ser uma adição importante, embora certamente não seja a última, no argumento de que alguns tipos de treinamento musical auxiliam as crianças no aprendizado da leitura, pelo menos em certas línguas.

Referência
Rautenberg, I. (in press). The effects of musical training on the decoding skills of German-speaking primary school children. Journal of Research in Reading.

Texto do blog do cientista Daniel Willingham
http://www.danielwillingham.com/daniel-willingham-science-and-education-blog.html
Artigo na íntegra (Inglês)
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jrir.12010/full

Curso de Inglês Online Gratuito


Pra mim é novidade (até porque é mesmo... foi lançado esse ano), acabei de conhecer um curso online de inglês gratuito, oferecido para os alunos das escolas da rede estadual (ensino médio e EJA - Educação de Jovens e Adultos) pela Secretaria da Educação. Segue um vídeo de divulgação do programa:


É uma iniciativa muito interessante para incluir alunos que não teriam condições de realizar um curso como esse nas instituições privadas. A idéia do vídeo é bem interessante, mas acho que eles poderiam investir melhor na divulgação pois sei que muitos alunos sonham em falar uma língua estrangeira.

Não conheço muito do curso mas espero que eles consigam um nível de interatividade bacana... a proposta da gamificação é fundamental em se tratando de cursos online e focado em um público jovem.

Só um detalhe, pelo que vi as vagas são limitadas!

Desejo sucesso aos idealizadores e aos interessados muita dedicação! Segue o link abaixo:

http://www.educacao.sp.gov.br/evesp/cursos/NovaExibicao/Home.aspx

terça-feira, 28 de maio de 2013

Dica para Educadores: Aoka - Education Revolution



A empresa Aoka realiza programas intensivos de Aprendizagem Experiencial, os chamados Aoka Learning Journeys (Jornadas de Aprendizagem), que funcionam como verdadeiros catalisadores de conhecimento.

Uma jornada de aprendizagem é uma experiência vivencial que desafia seus participantes a questionar premissas e teorias, a partir da sensibilização, da prática, da inspiração e das provocações que a viagem traz, conduzindo a uma jornada pelos conceitos mais modernos de educação de jovens e adultos.

A proposta da instituição é apresentar aos educadores escolas que estão formando empreendedores do futuro, utilizando metodologias revolucionárias, baseadas na aprendizagem experiencial, vivenciando e conhecendo na prática as metodologias de ensino e participando de ricos diálogos com os líderes e alunos de cada instituição, sempre acompanhados por uma equipe de facilitadores graduados pela Kaospilots e profissionais da Aoka.

“Em tempos de mudança os aprendizes herdam a terra, enquanto os que se dizem letrados se encontram equipados para lidar com um mundo que não mais existe.” Eric Hoffer
Para quem essa viagem é recomendada:

  • Quem pensa e decide na educação do futuro no Brasil;
  • Quem busca criar ambientes de aprendizado na sua empresa, na sua escola, dentro da sua organização;
  • Quem busca trazer inovação ao seu dia-a-dia e aos seus clientes;
  • Quem lidera ou participa de processos de mudanças culturais e organizacionais;
  • Quem busca empreender ou criar ambientes empreendedores onde atua;
  • Quem busca entender e praticar sustentabilidade de maneira profunda e com significado;
  • Quem busca conexão com seu próprio propósito e vocação, para si e para outras pessoas.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Gestão de Projetos no Ensino

Parece algo estranho falarmos de um assunto tão "empresarial" como o Gerenciamento de Projetos relacionando com o ensino. 

Mas se pensarmos que todos os cursos tem um objetivo - transferir determinado conteúdo para seus alunos - em um prazo definido (período de 1 ano) - dessa forma, teremos os requisitos básicos necessários para gerir isso como um projeto.

Esse conceito não é novo, porém, não vejo nenhuma escola pública (talvez nem privada) que aplique esse tipo de gestão de maneira eficaz no Brasil, atualmente. O processo para a realização do gerenciamento de projetos requer algumas competências e atividades, que na maior parte das instituições não são buscadas, identificadas ou encontradas em seus colaboradores. Algumas vezes os administradores dessas escolas acreditam que o esforço para a implantação das práticas de gestão são "pesados" demais para serem implantados e que estes não trarão benefícios significativos, em outras palavras, o custo/benefício parece ser ruim para eles.

Ainda assim, existem diversas práticas já realizadas pelas escolas que são comuns ao Gerenciamento de Projetos - seja através da gestão dos recursos (pessoas, salas, materiais escolares, eventos, etc.), ou pela busca por resultados e melhorias dos cursos através de atualização e reciclagem dos conteúdos didáticos, etc. Se analisarmos com calma veremos várias similaridades e pontos que já tem se beneficiado dessas metodologias. Porém, há muito mais a ser feito.

Um conceito muito utilizado na Gestão de Projetos de Tecnologia que julgo ser de grande utilidade para a gestão escolar é a metodologia ágil denominada Scrum.

Diversos pontos positivos do Scrum poderiam ser aplicados à gestão dos processos envolvidos nas instituições de ensino, tais como:


  • Sprint - é a unidade básica de desenvolvimento em Scrum. Sprints tendem a durar entre uma semana e um mês. São um esforço dentro de um período de comprimento constante;
  • Equipe (Team) - um grupo multifuncional com cerca de 7 pessoas e que fazem a análise, planejamento, implementação, avaliação, entre outros. Agrupando os alunos com diferentes habilidades e as vezes até com graus de aprendizado diferentes produzirá um melhor aproveitamento de toda a classe (e evita a formação das panelinhas dos Nerds);
  • ScrumMaster - pessoa responsável por mantém os processos - algo como um gerente de projeto. Neste caso pode ser o professor ou algum aluno escolhido pela classe, ou pelo grupo;
  • Proprietário do Produto (Product Owner) -representa os stakeholders e o negócio. No caso do ensino serão os pais e os responsáveis pela direção da escola;
A idéia de aplicar Scrum no dia a dia das escolas não é uma idéia nova e já existe até um grupo nos Estados Unidos que faz esse trabalho, Scrum in schools.

Acredito que a aplicação dessa metodologia nas escolas brasileiras produzirá muitos bons frutos e os resultados serão logo percebidos por todos.

Gostou da idéia? Tem alguma dúvida? Questione nos comentários ou envie um email! 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Evento: Transformar 2013 chega a São Paulo

No próximo dia 4 de abril acontece na cidade de São Paulo o evento Transformar 2013, que tem por objetivo discutir e apresentar idéias sobre o tema experiências inovadoras para a educação.

A educação transforma o mundo. E a inovação transforma a educação. Este é o lema do evento que trará nomes consagrados no mundo educacional e tecnológico, tais como Anant Agarwal, professor do Massachussets Institute of  Tecnology e presidente do edX, plataforma web criada em Harvard, junto ao MIT, oferece cursos simultaneamente para diversos países. José Ferreira, representante do Knewton, maior empresa de ensino adaptativo do mundo, com mais de 1 milhão de alunos utilizando sua plataforma revolucionária de aprendizagem. E ainda Diane Tavenner, da Summit Schools (California) é uma rede de escolas que mescla educação baseada em projetos.

O evento acontecerá no Hotel Maksoud Plaza, na Alameda Campinas 150, São Paulo.
Uma ótima notícia é que todas as atividades terão também transmissão ao vivo pelo Youtube.

Quer ficar atualizado sobre as últimas notícias do evento? Acompanhe pelo twitter @fundacaolemann



segunda-feira, 4 de março de 2013

Avaliações

"A escola tem focado sobremaneira as avaliações de tal forma que, tem resultado numa descontextualização do processo educativo. Uma das grandes conseqüências é a de que os alunos absorvem esse enfoque e passam a reproduzi-lo: “estudando apenas para a avaliação” na busca de uma nota ou conceito de aprovação. Neste caminho a preocupação é centrada no produto final a revelia da própria aprendizagem, especificamente a significativa. Assim, deixa a avaliação de ser um instrumento de tomada de consciência do aluno por sua aprendizagem e de um instrumento de melhoria do ensino (auto-avaliação) do professor." (Balieiro, Almir – 2003)
O trecho acima foi extraído de um trabalho de pós-graduação realizado na Academia de Polícia Militar em Mato Grosso, e deixa muito clara a idéia que eu gostaria de discorrer aqui: a supervalorização da "avaliação" dentre todos os elementos existentes no processo educacional.

Atualmente, vejo uma inversão no princípio básico deste processo, uma vez que o fim tem se descaraterizado e ficado em último plano - a ferramenta que deveria servir para aprimorá-lo, virou uma ameaça ao sistema como um todo.

A sociedade moderna vende a idéia de que o importante é o aluno ter "boas notas". Isso já vem a muitas décadas como um jargão comum entre os pais e até educadores. Só de olharmos as propagandas dos colégios particulares fica claro esse enfoque: melhores notas no vestibular X, milhares de alunos com conceito A no exame Y.


Qual pai não quer que se eu filho entre em uma universidade pública? E quem não gosta de ver o boletim de seus pequenos todos azuis no final de cada mês? Mas o que realmente isso significa? Sucesso em suas carreiras? Talvez nossas expectativas estejam direcionadas de maneira incorreta e que muitas vezes não serão o reflexo do sucesso ou insucesso de nossos filhos. Afinal, só porque um aluno tem boas notas, significa que ele aprendeu mais do que os outros? Ou pelo contrário, se tem más notas, será que não conseguirá galgar os degraus necessários para a sua realização profissional ou pessoal? Qual é o objetivo de tudo isso?


As avaliações deveriam nos trazer os resultados dos cursos e não dos alunos. Deveriam avaliar o processo e não qualificar ou desqualificar os estudantes. Quem pode dizer que os alunos que tiraram notas abaixo da média são os responsáveis por não absorverem o conteúdo de uma matéria?

Faço um desafio as escolas nacionais para que as mesmas avaliem seus cursos antes de tentarem avaliar os alunos. Seria muito mais prático, menos custoso, com resultados mais precisos e mais úteis. Pois, se tenho 12 cursos em minha grade e 40 alunos por sala, seria muito mais prático avaliar estes cursos ao invés de querem tentar avaliar a complexidade dezenas de seres humanos, cada um deles dotado de características específicas de aprendizado e compreensão, com fatores externos dos mais variados que irão influenciar muito no resultado dos testes. Enfim, é um universo tão rico de variáveis e possibilidades que até mesmo para se desenvolver um super sistema capaz de quantificar e qualificar todos estes pontos seria tão demorado e caro que não valeria a pena - e por mais incrível que pareça, tentamos fazer isso diversas vezes durante o ano letivo sem nos darmos conta da loucura que isso representa.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Método: Escola-empresa ou Empresa-escola



Esses dias, matutando sobre alguma metodologia que pudesse suplantar as atuais e desgastadas técnicas utilizadas nas escolas brasileiras, me veio uma idéia um tanto quanto incomum, porém, com um embasamento muito claro e fundamentado.

A idéia se deu a partir de diversas experiências, tanto no ramo profissional quanto no escolar, geralmente em projetos específicos, utilizando o trabalho em grupo para solucionar determinado problema e se espera uma solução, um produto.

Eu sempre gostei dessa forma de trabalho, pois realmente introduzia um senso de utilidade naquilo que eu estava realmente produzindo. Nunca consegui entender claramente o valor das notas dadas pelas avaliações.  No dia a dia das empresas temos que trabalhar em grupo para produzir determinado resultado, todo projeto funciona assim; unindo múltiplas disciplinas como comunicação, marketing, finanças, tecnologia e design. Porque em nossas escolas deve ser diferente?

Para minha surpresa, um dia depois de eu ter pensado nessa idéia descobri mais uma fonte de inspiração e praticamente o trabalho compilado de minhas idéias, afinal, existem muitos pensadores, cientistas, etc. neste momento trabalhando duro para resolver os mesmos problemas que passam em minha cabeça. E neste caso eu descobri o professor do Centro de Tecnologia e Empreendedorismo na Universidade de Harvard, Tony Wagner, escritor do livro Creating Innovators: The Making of Young People Who Will Change The World (ainda sem tradução para o português). Através de uma palestra, disponível no site da Microsoft pude conhecer um pouco suas idéias, vale a pena assistir até o fim. As idéias que ele apresentou e a mudança que ele citou enquadra perfeitamente com o propósito deste site.

Voltando à questão original: como inovar o processo educacional? Como renovar a metodologia, a forma como as coisas são feitas em nossas escolas?

A minha sugestão seria criar uma espécie de Escola-empresa ou Empresa-escola, onde os alunos devessem trabalhar em projetos fundamentados, com finalidades específicas, ou seja, com propósito. Desde o momento em que o jovem entrasse na escola ele seria tratado como se fosse parte de uma companhia, tendo responsabilidades individuais e também em grupo, com sua equipe de trabalho, que o acompanharia por muito tempo.

Eu sei que isso não parece algo tão inovador, pois com certeza você já ouviu falar em empresa + escola. Porém, onde há alguma escola que se utiliza realmente de uma estrutura empresarial, produzindo como uma empresa, seja produtos, serviços ou apenas idéias? Onde os alunos estejam envolvidos num propósito multidisciplinar para resolver determinado problema?

Os pontos a serem trabalhados dentro dessa didática devem ser discutidos profundamente e com muita cautela, pois não sou especialista nisso, e é fundamental que não se construa uma estrutura que vise promover alguns e descriminar outros, como se da em muitas empresas hoje em dia (e em nossa sociedade, que diminui o valor de certos cargos em detrimentos a outros). O fundamento deve ser totalmente o oposto disso. A idéia é de trabalhar o espírito inovador e a paixão pelo que se está fazendo, além de promover uma situação que ao mesmo tempo é lúdica, permitindo aos envolvidos brincarem com o ambiente a sua volta, atuando - como atores mesmo - e se envolvendo de maneira completa nessa experiência.

Infelizmente, todo o sistema educacional hoje, bem como nossa sociedade, preza pelos resultados, pelas notas de nossos alunos. Mas não pára pra pensar no final da cadeia: o aluno formado e o mundo que o aguarda. Será que estamos preparando nossos jovens para o futuro?